Sistema endocanabinóide - CB1 - CB2

Sistema endocanabinóide

 

Funções do sistema endocanabinóide

O sistema endocanabinóide é de extrema importância, sendo responsável por duas ações essenciais: a primeira é a de regulação da sensação de prazer, de energia e de bem estar; a segunda é a de ir regenerando, lentamente, a saúde do organismo após episódios de lesão ou de doença.

Devido ao seu papel na recuperação do equilíbrio do organismo quando ocorrem lesões ou enfermidades, o sistema endocanabinóide é de extrema importância na regulação das doenças.

Os investigadores Pacher e Kunos declararam, num artigo de 2013 que "regular a atividade do sistema endocanabinóide pode ter um potencial terapêutico em praticamente todas as doenças: síndrome de obesidade, diabetes, doenças neurodegenerativas, inflamatórias, cardiovasculares, hepáticas, gastrointestinais, da pele, dores, desordens psiquiátricas, caquexia, cancro, náuseas e vómitos provocados por quimioterapia, entre muitas outras.

 

Composição do sistema endocanabinóide

Atualmente a composição do sistema endocanabinóide consiste em:

- Dois recetores:

   - Recetor canabinóide-1 (CB1)

   - Recetor canabinóide-2 (CB2)

 

- Duas moléculas transmissoras:

   - anandamida (AEA)

   - 2-araquidonilglicerol (2-AG)

 

- Quatro enzimas:

   - DAGL (para a síntese do 2-AG)

   - NAPE fosfolípase -D selectiva (para a síntese da anandamida)

   - MAGL (para desagregação do 2-AG)

   - FAAH (para desagregação da anandamida)

 

Onde se localiza o sistema endocanabinóide?

Os recetores CB1 localizam-se essencialmente no cérebro enquanto os recetores CB2 são mais numerosos no corpo periférico.

As moléculas transmissoras AEA e 2-AG, independentemente da sua localização, ativam ambos os tipos de recetores.

Os recetores CB1 quando ativados no cérebro, provocam uma sensação de alívio da dor, diminuição da ansiedade, estabilização do humor, bem estar e prazer.

Os recetores CB2 localizados no cérebro quando ativados provocam reações anti-inflamatórias locais e têm um papel mais amplo visto que está provado que o processo de inflamação crónica cerebral está associado a casos de doença de Alzheimer, stress pós-traumático, esclerose múltipla, depressão, doenças autoimunes e cancro.

Os recetores CB2 apesar de existirem em quantidades reduzidas no cérebro, estão presentes em grande quantidade no corpo, em todo o tipo de tecidos, mas especialmente no sistema imunitário.

 

Como o CBD interfere no sistema endocanabinóide?

Os fitocanabinóides produzidos pela Cannabis tais como o CBD interagem neste sistema de forma similar aos endocanabinóides.

O CBD não atua diretamente nos recetores CB1 e CB2, ao invés, tem uma ação indireta, estimulando o sistema endocanabinóide ao bloquear as enzimas FAAH, responsáveis pela desagregação da anandamida.

Quando há mais anandamida presente, há uma maior ativação de recetores CB1 e um sistema endocanabinóide mais forte.

O CBD também desenvolve ligações com outros recetores no cérebro, incluindo a serotonina (contribuindo para os seus efeitos antidepressivos), o recetor nuclear PPAR-Y ( que regula  expressão genética) e o recetor orfão GPR55 (contribuindo para os seus efeitos anticancerígenos e osteoprotetores), entre outros.

 

Fonte: CBD - Guia do utilizador para a Canábis Medicinal

 

 

 

 

 

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